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Gestão de produtos de software Como aumentar as chances de sucesso do seu software

Joaquim Torres

Introdução

 

SOBRE GESTÃO DE PRODUTOS DE SOFTWARE

Já chegamos àquele ponto no qual há software em lugares em que, há alguns anos, jamais imaginaríamos que haveria necessidade e utilidade: televisão, geladeira, fogão, carro, relógio de pulso, óculos, roupa, fechadura, mesa, cadeira, equipamento médico e por aí vai. Isso sem falar no mais óbvio, o telefone que está em nossos bolsos ou bolsas e do qual estamos nos tornando cada vez mais dependentes.

A ubiquidade do software é hoje uma realidade, o software permeia inúmeras atividades e objetos de nosso dia a dia. Acredito que se possa dizer que 100% da população mundial tem suas vidas afetadas por software, e boa parte dessa população tem contato frequente com software. De acordo com o relatório We Are Social de 2015 (www.slideshare. net/wearesocialsg/digital-social-mobilein- 2015), mesmo regiões pouco desenvolvidas como a África já têm mais de 25% de sua população ativa na internet.

Mesmo com essa evidência de que o software está cada dia mais fazendo parte da vida de todas as pessoas do planeta, tenho a impressão de que não damos a ele a devida atenção e cuidado. Pense em todas as vezes em que você usou um software nos últimos sete dias. Você teve alguma experiência frustrante com ele? Tenho certeza de que sim.

Eu tenho experiências frustrantes com software diariamente. Mesmo softwares feitos por quem consideramos experts no assunto de desenvolver software – como Google, Facebook e outras empresas que nasceram e cresceram fazendo-os e que são frequentemente citadas como referências do processo do seu desenvolvimento – nos causam frustração.

 

Por que isso acontece?

O desenvolvimento de software evoluiu muito ao longo dos anos. Em termos de processo, antigamente tínhamos o waterfall, em que cada fase do desenvolvimento de software acontecia de forma sequencial. A distância entre a necessidade que gerou a demanda de desenvolver o software e o software propriamente dito era enorme.

No início deste milênio, começamos a experimentar as metodologias ágeis, que transformaram o processo de desenvolvimento de software em um ciclo com interações curtas que promovem o feedback contínuo. Isso ajudou consideravelmente a diminuir a distância entre a necessidade que gerou a demanda de desenvolver o software e o software propriamente dito.

Do ponto de vista dos aspectos levados em consideração no desenvolvimento de software, também evoluímos bastante. Os primeiros softwares eram desenvolvidos por times compostos exclusivamente por desenvolvedores de software. Aliás, não era raro esses times serem compostos de uma única pessoa. Cada vez mais vemos times multidisciplinares trabalhando juntos no desenvolvimento de software; o que é muito bom, pois traz novas visões para o software que está sendo desenvolvido.

De um lado, a preocupação com o usuário, seus objetivos ao usar o software e sua interação com esse software são cuidados por profissionais de experiência do usuário, ou UX (do inglês User eXperience).

Do outro lado, a preocupação com a operação do software – ou seja, onde esse software vai rodar e que performance e disponibilidade ele precisa ter – trouxe profissionais de administração de sistemas, os SysAdmins (do inglês System Administrators), mais próximos do processo de desenvolvimento de software. Essa aproximação da operação do software com o seu desenvolvimento é o que deu origem ao termo e à cultura DevOps.

Entregamos software mais frequentemente, e trouxemos UX e SysAdmins para o desenvolvimento de software; mas será que isso é suficiente? Como vamos contar para o mundo, ou melhor, para as pessoas que podem ser beneficiadas com esse software, que esse software existe? Como vamos cuidar das suas questões jurídicas? Quando o usuário tiver um problema com o software, como vamos ajudá-lo? Como vamos gerenciar o retorno que ele trará? Como garantir que esse software atenda os objetivos de seu dono ao mesmo tempo em que atenda à necessidade de seus usuários?

 

Gestão de produtos de software

Pensando nessas questões, algumas empresas que são consideradas experts no tema desenvolvimento de software começaram a adotar uma nova função em seu processo de desenvolvimento de software, a Gestão de Produtos de Software. Essa função tem por objetivo garantir que um software sendo desenvolvido atenda aos objetivos de seu dono ao mesmo tempo em que atenda à necessidade de seus usuários.

Além disso, essa função tem de pensar em todos os aspectos do software que citei anteriormente. Algumas metodologias ágeis, como o Scrum, têm o papel do Product Owner, que tem como principal responsabilidade priorizar os itens a serem desenvolvidos. De uma certa forma, a Gestão de Produtos de Software é isso, mas ainda é um pouco mais. É sobre isso que vou falar neste livro. :-)

 

Para quem é este livro?

A resposta a essa pergunta é bem simples. Este livro é indicado para qualquer pessoa que trabalhe com software. Ele serve para pessoas que são gestoras de produto, pois todo gestor de produtos sabe que sempre há muito por aprender. E mesmo aqueles que já conheçam bem todos os temas apresentados aqui poderão tirar proveito revendo algum assunto.

Este livro também é indicado para qualquer pessoa que esteja querendo entrar na carreira de gestor de produtos. Acredito que ele possa tirar um pouco da ansiedade de quem estiver pensando em se tornar gestor de produtos, e não sabe ao certo o que fará e o que as outras pessoas esperarão dele.

Lembro uma vez de um amigo meu que era desenvolvedor de software e decidiu virar gestor de produtos. Ele disse que, nos primeiros meses, ele não entendia o que estava fazendo. Acostumado a medir o progresso do seu trabalho com código em produção, ao assumir a gestão de produtos, ficou perdido sem entender como medir se ele estava de fato entregando algo. Chegou inclusive a pensar em voltar a ser desenvolvedor de software. Já vi casos de pessoas que experimentaram ser gestor de produtos por dois ou três meses e voltaram à função anterior.

Acredito que mesmo as pessoas que não são e não pretendem ser gestoras de produto também poderão tirar proveito deste livro, entendendo o que essa função faz e como ela deve se relacionar com as outras áreas.

Note que eu disse que este livro é indicado para qualquer pessoa que trabalhe com software. Mesmo empresas que não têm software como seu core business utilizam software no seu dia a dia e, não raro, desenvolveram algum software que tem interface com seus clientes como, por exemplo, um site ou um aplicativo mobile. É importante para essas empresas entenderem a função de gestão de produtos de software, para elas poderem gerir melhor esse software e aumentar suas chances de sucesso.

Vale lembrar de que este livro não tem a pretensão de cobrir de forma extensiva todos os temas que serão abordados, mesmo porque, se o fizesse, provavelmente teria de ser em uma coleção de livros. Meu objetivo é falar sobre os principais temas relacionados com gestão de produtos de software, aprofundando em alguns temas específicos e fornecendo várias dicas de leitura adicional.

Em alguns lugares do livro, referenciarei metodologias ágeis de desenvolvimento de software e o papel de PO (Product Owner). Acredito que o conhecimento desse processo de desenvolvimento de software e dos diferentes papéis envolvidos nesse processo não seja necessariamente um pré-requisito para a leitura desse livro, mas é certamente um conhecimento que vai ajudar a aumentar as chances de sucesso do seu software.

Caso você queira se aprofundar no tema, recomendo o livro Agile: Desenvolvimento de software com entregas frequentes e foco no valor de negócio, do André Faria Gomes. Além de explicar os princípios por trás da cultura ágil, ele também apresenta Scrum, XP e Kanban, as três metodologias ágeis mais conhecidas, e explica como espalhar a cultura ágil por toda a empresa. Leitura recomendada.

 

Estrutura do livro

Escrevi o livro seguindo a seguinte estrutura:

* Definições e requisitos: as pessoas que me conhecem sabem que gosto de definições claras antes de começar a discutir sobre um determinado tema. É o que chamo de "equalização de conceitos". Por isso, começo o livro definindo algumas palavras-chaves como software, produto, plataforma, gestão de produtos, entre outras. Nesta parte, falarei também sobre as características de um bom gestor de produtos, a carreira típica de um gestor de produtos, e qual o papel de um gestor de gestores de produtos. Também darei algumas dicas para gestores de produtos sobre liderança e cultura organizacional.

* Ciclo de vida de um produto de software: nesta parte, descreverei como é o ciclo de vida de um produto de software e quais são as fases deste ciclo: inovação, crescimento, maturidade e fim de vida. Ainda, falarei sobre o que é inovação, como encontrar um problema a ser resolvido, como descobrir se ele é de fato uma oportunidade a ser perseguida e como obter retorno com seu produto de software. Na fase do crescimento, quando o produto foi desenvolvido e lançado, devemos nos preocupar em como gerenciar o produto durante seu crescimento, isto é, como gerenciar o feedback? O que é um roadmap? O que é OKR? Quando usar roadmap e quando usar OKR? Como priorizar as demandas? O que fazer com pedidos especiais? Como dizer não? Que métricas acompanhar? O que é e como criar a visão e a estratégia de seu produto? Após esse crescimento, vem a maturidade. Nessa parte, vamos entender quando acontece a maturidade e o que fazer se o produto chega nessa fase. Depois da maturidade, ou quando o produto é desenvolvido mas não dá certo, chega a fase conhecida como fim de vida de um produto de software. Veremos como detectar e o que fazer nessa fase do ciclo. No final, quando já conhecermos todas as fases do ciclo de vida de um produto, mostrarei qual a diferença entre startup e gestão de produtos de software.

* Relacionamento com as outras funções: como o gestor de produtos deve se relacionar com as diferentes funções da empresa, como engenharia, UX, marketing de produtos, gestão de projetos, vendas, jurídico, financeiro e atendimento?

* Gestão de portfólio de produtos: por que algumas empresas decidem ter mais de um produto? Como elas fazem para gerenciar esse portfólio de produtos? Por que outras empresas preferem se focar em um único produto? Foco ou diversificação, qual é a estratégia mais apropriada? Como organizar o time de desenvolvimento de produtos de acordo com a estratégia escolhida? Esses temas são os que considero tópicos avançados de gestão de produtos de software, e é o que veremos nos capítulos que compõem esta parte do livro.

* Onde usar gestão de produtos de software: será que gestão de produtos de software só pode ser usada por empresas que comercializam produtos de software e somente nos times de desenvolvimento que desenvolvem softwares comercializados como produtos? Ou será que outros tipos de empresa se beneficiariam ao pensar em seu software como um produto e ao usar as técnicas de gestão de produtos para aumentar as chances de sucesso dos softwares que desenvolvem? E onde devemos colocar a gestão de produtos de software em uma empresa? No marketing? Na área técnica? Esses serão os temas dos capítulos finais do livro.

Essa sequência tem uma ordem lógica de assuntos, e alguns capítulos referenciam temas abordados em capítulos anteriores. Por esse motivo, recomendo a leitura sequencial do livro. Contudo, os capítulos também podem ser lidos isoladamente. Se você estiver muito curioso para ler sobre um determinado tema, pode pular direto para o respectivo capítulo.

Boa leitura!

 

CHANGELOG

A primeira edição deste livro é razoavelmente recente, publicada em outubro de 2015. De lá para cá, são "só" 20 meses. Mesmo assim, senti a necessidade de atualizar o livro, pois continuei aprendendo muita coisa sobre gestão e desenvolvimento de produtos de softwares. Tenho publicado esses aprendizados no meu blog (http://guiadastartup.com.br), mas senti a necessidade de incorporá-los ao livro para deixá-lo mais completo.

Nesse changelog, registrarei o que mudou desde a edição anterior. Assim, se você já leu o livro, pode ir direto para os novos textos!

* Ao longo de todo o livro, inclui mais exemplos, tanto da Locaweb como da ContaAzul, para ajudar a ilustrar os conceitos abordados no livro.

* Coloquei uma sessão nova no capítulo Gestor de produtos ou Product Owner?, explicando as diferenças entre BA (Business Analyst), PO (Product Owner) e PM (Product Manager). São papéis similares, mas com aumento de responsabilidades.

* Adicionei um capítulo sobre como gerir gestores de produtos. Nem sempre um bom gestor de produtos se torna um bom gestor de gestores de produtos. Esse capítulo explica o que devem ser os objetivos de um gestor de gestores de produtos.

* Na fase de Inovação, no capítulo Muitas oportunidades, incluí uma seção sobre uma pergunta que ouço com frequência: devo perseguir novas oportunidades, ou é melhor focar o time em implementar melhorias no produto existente?

* Também na fase de Inovação, no capítulo Como obter retorno com seu produto de software, inclui mais uma opção de obter receita paga por alguém interessado em seu software: a venda de serviços de terceiros aos seus usuários.

* Na fase de Crescimento, no capítulo O que é um roadmap?, inclui um seção intitulada OKRs, o futuro dos roadmaps, onde falo sobre OKRs (Objective and Key Results), framework usado por várias empresas (como LinkedIn, Google, Amazon, dentre outras) para ajudar na gestão das iniciativas da empresa como um todo e que são um ótimo complemento aos roadmaps.

* Na fase de Crescimento, no capítulo Como priorizar o roadmap, incluí mais duas técnicas que aprendi recentemente: o Sequenciador de features, criado pelo Paulo Caroli, da ThoughtWorks; e o RICE, método de priorização adotado pelo time de desenvolvimento de produtos da ContaAzul.

* Também na fase de Crescimento, incluí uma seção ao capítulo Crescimento: engajamento e churn intitulada Data science, machine learning e gestão de produtos. Nela explico os conceitos de data science e machine learning, e a sua importância para o sucesso do seu produto de software.

* Incluí o capítulo O que é e como criar a visão e a estratégia do produto? no final da fase de Crescimento. Nele explico o que é e para que serve a visão e a estratégia do produto, ferramentas úteis para as tomadas de decisão sobre qual será o futuro do seu produto. Nesse capítulo, apresento algumas técnicas e ferramentas para ajudar na criação da visão e na elaboração da estratégia de seu produto de software.

* No capítulo Engenharia de produtos e gestão de produtos, incluí a seção Não dá mais, precisa reescrever tudo..., falando sobre reescrita de sistemas ou de parte de sistemas. Qualquer pessoa que trabalha com desenvolvimento de software vai se deparar com o momento em que surgirá a discussão da necessidade de reescrita. Qual o papel do gestor de produtos nessa discussão?

* No capítulo Organizando para o foco e para a diversificação, incluí alguns parágrafos nos quais conto sobre as motivações que fizeram o time da Locaweb a não ter times separados de QA e de frontend, e sobre a razão de eu não ter mencionado BAs no capítulo sobre organização de times.

* Incluí o capítulo Como quadruplicar a produtividade na Parte 4 do livro, no qual mostro como quadruplicamos a produtividade do time de desenvolvimento de produtos da Locaweb, sem aumentar a quantidade de pessoas no time e com impacto positivo na qualidade.

* Incluí um capítulo na Parte 5 do livro, intitulado E se pararmos de tratar desenvolvimento de software como projeto?, em que proponho deixarmos de chamar desenvolvimento de software de projeto e passarmos a tratá-lo como produto.

* Na conclusão, incluí uma seção intitulada O que é preciso para ser um bom gestor de produtos de software? para responder essa pergunta que me fizeram algumas vezes.

 

Sumário

  • Definições e requisitos
  • 1 O que é um produto de software?
    • 1.1 Tipos de produtos de software
    • 1.2 Produto ou plataforma?
  • 2 O que é gestão de produtos de software?
    • 2.1 Alinhando estratégia da empresa com necessidades de clientes
    • 2.2 O core team de desenvolvimento de produtos de software
    • 2.3 Qual a diferença entre gerenciar um produto ou uma plataforma?
    • 2.4 Concluindo
  • 3 Gestor de produtos ou Product Owner?
    • 3.1 Definições
    • 3.2 Então são papéis diferentes?
    • 3.3 O que fazer se na sua empresa tiver gestores de produtos e Product Owners?
    • 3.4 BA, PO ou PM
    • 3.5 Gestor ou gerente de produtos?
  • 4 Principais características de um gestor de produtos
  • 5 Dicas de liderança para gestores de produto
    • 5.1 Setar o contexto
    • 5.2 Remover impedimentos
    • 5.3 Concluindo
  • 6 Gerindo gestores de produtos
    • 6.1 Então o que faz um gestor de gestores de produtos?
  • 7 Cultura organizacional
    • 7.1 Não desperdiçar tempo buscando culpados
    • 7.2 Guerra
    • 7.3 Ar, comida e lucro
    • 7.4 Concluindo
  • Parte 2 - Ciclo de vida de um produto de software
  • 8 Como é o ciclo de vida de um produto de software?
    • 8.1 O abismo
  • 9 Inovação: o que é inovação?
    • 9.1 Claro que o cliente sabe o que quer!
  • 10 Inovação: foco no problema
    • 10.1 Entrevista
    • 10.2 Pesquisa
    • 10.3 Observação
    • 10.4 Concluindo
  • 11 Inovação: o trabalho a ser feito
    • 11.1 O alcance da técnica do "trabalho a ser feito"
    • 11.2 Concluindo
  • 12 Inovação: muitas oportunidades
    • 12.1 Quantas oportunidades perseguir ao mesmo tempo?
    • 12.2 Novas oportunidades vs. melhorias no produto existente
    • 12.3 Testando oportunidades
  • 13 Inovação: como obter retorno com seu produto de software?
    • 13.1 Quais são os custos de desenvolver, distribuir e operar um software?
    • 13.2 Tipos de receita de produto web
    • 13.3 Tipos de pagamento pelo uso do produto de software
    • 13.4 Obtendo retorno de uma plataforma
    • 13.5 Concluindo
  • 14 Inovação: próximos passos
    • 14.1 Guia da startup
    • 14.2 Mais sugestões de leitura
  • 15 Crescimento: feedback
    • 15.1 Lidando com feedbacks de usuários
    • 15.2 Exemplo de pressa em agir devido ao feedback
    • 15.3 Cruzando o abismo
  • 16 Crescimento: o que é um roadmap?
    • 16.1 De quanto em quanto tempo tenho de atualizar o roadmap?
    • 16.2 Devo guardar segredo sobre meu roadmap?
    • 16.3 Cone da incerteza
    • 16.4 Como fazer um roadmap?
    • 16.5 Traduzindo tudo isso em uma imagem
    • 16.6 Roadmap = motivação + métrica
    • 16.7 OKRs, o futuro dos roadmaps
    • 16.8 Detalhamento vs. audiência
    • 16.9 Roadmap ou backlog?
  • 17 Crescimento: como priorizar o roadmap?
    • 17.1 A melhor técnica de priorização
    • 17.2 O que fazer com pedidos especiais?
    • 17.3 O problema de falar sim para tudo
    • 17.4 Aprendendo a dizer NÃO!
  • 18 Crescimento: seja um "data geek"
    • 18.1 Quais dados são importantes?
    • 18.2 Funil de conversão
  • 19 Crescimento: engajamento e churn
    • 19.1 Engajamento
    • 19.2 Churn
    • 19.3 Data science, machine learning e gestão de produtos
  • 20 Crescimento: métricas financeiras
    • 20.1 Números globais: receita e custos
    • 20.2 Números individuais: CAC, LT e LTV
    • 20.3 Churn de receita
  • 21 Crescimento: a métrica da lealdade
    • 21.1 NPS – Net Promoter Score
    • 21.2 Fechando o loop: da informação a ação
    • 21.3 Dica: NPS interno
  • 22 Crescimento: considerações sobre métricas
    • 22.1 Um pouco sobre testes A/B
    • 22.2 Analysis paralysis
    • 22.3 Concluindo
  • 23 O que é e como criar a visão e a estratégia do produto?
    • 23.1 O que é e para que serve a visão do produto?
    • 23.2 Criando a visão do produto
    • 23.3 Estratégia do produto
    • 23.4 Seu produto evolui, sua visão e estratégia também!
    • 23.5 Concluindo
  • 24 Maturidade
    • 24.1 Por que isso acontece?
    • 24.2 Quando acontece?
    • 24.3 Próxima fase
  • 25 Fim de vida
    • 25.1 Fim de vida por maturidade não programada
    • 25.2 Fim de vida por não cruzar o abismo
    • 25.3 Fim de vida por maturidade programada
    • 25.4 Concluindo
  • 26 Qual a diferença entre startup e gestão de produtos?
    • 26.1 Startup
    • 26.2 Gestão de produtos de software
    • 26.3 Concluindo
  • Parte 3 - Relacionamento com as outras áreas
  • 27 Engenharia de produtos e gestão de produtos
    • 27.1 Definição
    • 27.2 Dicas práticas para gestores de produtos
    • 27.3 Não dá mais, precisa reescrever tudo...
    • 27.4 Ah, e tem mais um ponto!
  • 28 UX e gestão de produtos
    • 28.1 O que é UX?
    • 28.2 UX no processo de desenvolvimento de produtos
    • 28.3 O que mais o pessoal de UX faz?
    • 28.4 Qual é a relação entre UX e gestão de produtos?
    • 28.5 Ah, e tem mais um ponto!
  • 29 Qual a diferença entre gestão de marketing de produtos e gestão de produtos?
    • 29.1 Gestão de produtos
    • 29.2 Gestão de marketing de produtos
    • 29.3 Gestão de marketing de produtos e gestão de produtos
    • 29.4 Métricas compartilhadas
    • 29.5 Concluindo
  • 30 Qual a diferença entre gestão de projetos e gestão de produtos?
    • 30.1 Então gerir projetos e produtos são duas funções distintas?
    • 30.2 E como as metodologias ágeis veem essas funções?
    • 30.3 E na vida real?
  • 31 E as outras áreas?
    • 31.1 Operações
    • 31.2 Atendimento
    • 31.3 Jurídico
    • 31.4 Vendas
    • 31.5 Financeiro
    • 31.6 Recursos Humanos
    • 31.7 Administrativo
    • 31.8 Concluindo
  • 32 Definindo responsabilidades
    • 32.1 RASCI
    • 32.2 Como usar?
  • Parte 4 - Gestão de portfólio de produtos
  • 33 Já está pensando em seu novo produto? Não? Então já está atrasado
    • 33.1 O abismo
    • 33.2 Concluindo
  • 34 Como diversificar seu portfólio de produtos?
  • 34.1 Novos mercados
    • 34.2 Novos produtos
    • 34.3 Concluindo
  • 35 Como gerir um portfólio de produtos?
    • 35.1 A matriz BCG
    • 35.2 Alocação de esforço e investimento
    • 35.3 Exemplos práticos
    • 35.4 Concluindo
  • 36 Foco ou diversificação?
    • 36.1 Então, qual é a melhor estratégia?
    • 36.2 Então, uma empresa de um único produto vai...
    • 36.3 Concluindo
  • 37 Organizando para o foco e para a diversificação
    • 37.1 Como organizar times grandes?
    • 37.2 Sobre QA (e front-end e BA)
    • 37.3 Concluindo
  • 38 Como quadruplicar a produtividade
    • 38.1 Como conseguimos isso?
    • 38.2 Existe sim uma bala de prata!
    • 38.3 Concluindo
  • Parte 5 - Onde usar gestão de produtos de software
  • 39 Que tipo de empresa precisa de um gestor de produtos?
    • 39.1 Empresas que desenvolvem software não online
    • 39.2 Empresas que não têm desenvolvimento de software como sua atividade principal
    • 39.3 Empresas que desenvolvem software sob demanda
    • 39.4 Concluindo
  • 40 E se pararmos de tratar desenvolvimento de software como projeto?
    • 40.1 ThoughtWorks finalmente move "products over projects" de trial para adopt
  • 41 O problema da TI
    • 41.1 Desenvolvimento de software
    • 41.2 O problema da TI
    • 41.3 Uma possível solução para TI
    • 41.4 Usando gestor de negócios na prática
  • 42 Onde fica a gestão de produtos de software em uma empresa?
    • 42.1 Empresas que desenvolvem e comercializam software
    • 42.2 Startups
    • 42.3 Empresas que não têm desenvolvimento de software como sua atividade principal
    • 42.4 Empresas que desenvolvem software sob demanda
    • 42.5 Concluindo
  • 43 Conclusão
    • 43.1 Recapitulando
    • 43.2 Próximos passos
    • 43.3 O que é preciso para ser um bom gestor de produtos de software?
    • 43.4 Se for para guardar uma única coisa deste livro...
    • 43.5 Vamos continuar a conversa?

Dados do produto

Número de páginas:
440
ISBN:
978-85-5519-109-1
Data publicação:
10/2015

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